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Viva o povo brasileiro com um olhar de gênero

Título: “Viva o povo brasileiro” com um olhar de gênero
Autor(es): T. C. P. C. Fagundes
Ano: 2011
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 22
Número: 1
Páginas: 84-94
Tipo de Artigo: Artigos Opinativos e de Revisão
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: identidades; papéis de gênero; relações de gênero; identities; gender roles; gender relations
Língua: Portuguese

Resumo: A premissa básica na qual se fundamenta o estudo feito da obra de João Ubaldo Ribeiro consiste em se reafirmar que o ser mulher bem como o ser homem são constructos apreendidos socialmente. A despeito das inúmeras disjunções temporais e espaciais, depreende-se do texto de Viva o Povo Brasileiro uma série de características marcadoras do aprendizado das feminilidades e  masculinidades, que não apenas retratam a mulher e o homem no decorrer da construção da nação brasileira até a contemporaneidade no Brasil como no mundo, pelo menos ocidental. Desde os primórdios da cultura brasileira, a menina tem aprendido que ser mulher é saber cuidar de crianças, cozinhar, lavar, passar, cuidar da casa e do marido; ser mulher é adotar a postura do servir, do submeter-se, do obedecer ao pai, irmão, companheiro, etc.; é também ser dependente, passiva, dócil, carinhosa, gentil, paciente, emotiva, agradável e mais uma série interminável de ‘atributos’ tidos como femininos. O menino, por outro lado, aprende que ser homem é ter sob seu comando as experiências dos outros, especialmente das mulheres, é poder tomar decisões por todo um grupamento social como a família, é ser ativo, viril, corajoso, intransigente, forte, etc. Entretanto, associados à permanência de estereótipos distintos que atravessam a história da humanidade, com um ‘olhar de gênero’ vislumbra-se também em Viva o Povo Brasileiro a existência de rupturas em alguns papéis de gênero femininos e masculinos historicamente construídos, sem que, contudo, tenham sido traduzidas ao longo do tempo em mudanças significativas nas relações de poder entre homens e mulheres. ; The basic premise on which is based the study made of the work of João Ubaldo Ri- beiro consists if to reaffirm that the being a woman and being a man are genetics constructs car- rying seized socially. Despite numerous spatial and temporal disjunctions, it appears from the text of Viva o Povo Brasileiro a series of marker characteristics of masculinities and femininities learning, which not only depict the woman and the man in the course of construction of the Bra- zilian nation until the contemporaneity in Brazil as in the western world, at least. Since the be- ginnings of the Brazilian culture, the girl has learned that being a woman you know take care of children, cooking, washing, ironing, take care of the House and husband; being a woman is to adopt a posture of serve, submit, obey the father, brother, roommate, etc. It is also be passive, de- pendent, docile, loving, gentle, patient, emotive, enjoyable and more an endless series of ' attrib- utes ' regarded as feminine. The boy, on the other hand, learns that being a man is to have under his command the experiences of others, particularly of women, is to be able to take decisions by an entire social group like family, is being active, manly, courageous, resolute, strong, etc. How- ever, associated with the permanence of distinct stereotypes through the history of humanity, with a ' gender ' look there is also in Viva o Povo Brasileiro the existence of disruptions in some female and male gender roles historically constructed, without, however, having been translated over time on significant changes in power relations between men and women.

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