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Sexo Kasher

Título: Sexo Kasher
Autor(es): L. Wainberg
Ano: 2015
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 26
Número: 2
Páginas: 9-14
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: religião; judaísmo; sexualidade; religion; judaism; sexuality

Resumo: Conhecer a religião dos nossos pacientes faz com que escolhamos a melhor intervenção em terapia sexual. Por isso, nos cursos de especialização somos ensinados sobre as influências judaico-cristãs na sexualidade. O presente artigo busca compreender as particularidades da concepção judaica da sexualidade, que parece diferir em alguns pontos em relação à cristã. A postura judaica em relação à sexualidade é influenciada pela forma como o judaísmo incentiva o questionamento. As regras servem para guiar, podendo ser questionada e ajustada conforme cada situação. A sexualidade não é lidada com culpa ou vergonha. O sexo é visto como uma forma máxima de conhecimento do outro e é valorizado e incentiva-do. O grande propósito é justamente a intimidade do casal e procriação. Não o sexo em si, simplesmente, mas a intimidade conjugal resultante. Consequentemente, quase tudo que leve a uma maior intimidade do casal é permitido. Até mesmo o derramamento de esperma. No entanto o prazer sem intimidade não é incentivado. O artigo aborda como a masturbação, sexo oral e o uso de material erótico são abordados pelo judaísmo. Apesar de o sexo ser apenas valorizado nos casamentos heterossexuais, ainda assim, o prazer é estimado como parte do amor. É importante que tenhamos em mente a diferença da proposta judaica em relação à culpa, incentivo do prazer e o propósito principal na intimidade. Essa perspectiva não é um resultado dos tempos modernos. É a base de uma religião milenar que sempre evocou a importância do prazer para o bem-estar dos seus fiéis. / It is important to understand the religion of our patients to make better interventions in sex therapy. Therefore, the specialized courses teach the Judeo-Christian influences on sexuality. This article seeks to understand the particularities of the Jewish conception of sexuality, which seems to differ in some points from the Christian. The Jewish attitude toward sexuality is influenced by how Judaism encourages questioning. The rules serve to guide and can be questioned and adjusted according to each situation. Sexuality is not dealt with guilt or shame. Sex is seen as an ultimate form of knowledge of the other and is valued and encouraged. The great purpose is precisely the intimacy of the couple and procreation. Not sex itself, simply, but the resulting marital intimacy. Consequently, almost all attitudes that lead to greater intimacy of the couple is allowed. Even sperm spill. However pleasure without intimacy is not encouraged. The article discusses how masturbation, oral sex and the use of erotic material are covered by Judaism. Although sex is only valued in heterosexual marriages, yet pleasure is estimated as part of love. It is important to bear in mind the difference of the Jewish proposal regarding guilt, pleasure incentive and the main purpose in intimacy. This perspective is not a result of modern times. It is the foundation of an ancient religion that always evoked the importance of pleasure for the welfare of the faithful.

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