Atenção
  • JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 997

Pessoas com cegueira: vivência da adolescência e manifestação da sexualidade

Título: Pessoas com cegueira: vivência da adolescência e manifestação da sexualidade
Autor(es): D. N. O. França and E. S. Azevedo
Ano: 2004
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 15
Número: 2
Páginas: 35-47
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 0103-6122
Palavras-chave: cegueira; adolescência; sexualidade; blindness; adolescence; sexuality
Língua: Portuguese

Resumo: A presente pesquisa teve por objetivo conhecer como pessoas adultas, portadoras de cegueira congênita, vivenciaram a adolescência e as manifestações da sexualidade. Foram entrevistados, na Fundação Jonathas Telles de Carvalho, em Feira de Santana  (BA), seis (6) adultos, com cegueira congênita, que concordaram em participar da pesquisa respondendo a uma entrevista semi-estruturada e a uma escala de auto-valoração. Os resultados demonstraram que: 1) em pessoas com cegueira congênita, a adolescência se caracteriza  da mesma forma que em pessoas dotadas  de visão, com sonhos, desejos e fantasias; 2) que adolescentes com cegueira congênita tiveram pouca informação sobre as modificações corporais da puberdade e também sobre sexualidade; 3) que as pessoas com cegueira congênita começam a vida afetivo- sexual em idade mais tardia; 4) que a superproteção  dos familiares impedem que esses indivíduos logrem independência  afetivo-sexual. Conclui-se que a manifestação da sexualidade independe da deficiência visual, todavia, o medo e o preconceito  se sobrepõem  à essa manifestação.  Finalmente, as autoras relembram que viver a sexualidade é um direto de todas as pessoas. ; The present work had the objective of knowing how adults carriers of congenital blindness face theirs youth and the manifestations of sexuality. Six adults, from the Jonathas Telles de Carvalho Foundation in Feira de Santana, Bahia, Brazil, were interviewed and submitted to a self-valuation scale. The results showed that: 1) the youth experiences in the congenital blinds are similar to those with normal vision, plenty of dreams, wishes and fantasies; 2) the blind adolescents have little information on puberty body changes and sexuality; 3) adults carriers of congenital blindness have later beginning  on sexual and affectionate life. This data let to the conclusion that the manifestations of sexuality are independent  of visual capacity but fear and prejudice have more strength then sexuality manifestation.  Finally, the Authors point out that to live one's sexuality is a right of every person.

Entrar