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O ginecologista e a sexualidade

Título: O ginecologista e a sexualidade
Autor(es): N. Vitiello
Ano: 1993
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 4
Número: 2
Páginas: 137-153
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: É sem dúvida ao ginecologista que a maioria das mulheres - e talvez até a maioria dos casais - faz chegar suas dúvidas e queixas a respeito da sexualidade como um todo a do seu desempenho sexual em particular. Sendo o ginecologista o especialista que mais de perto lida com aspectos da reprodução, parece normal que a ele também se reportem os fatos e as fantasias ligadas à sexualidade. O fato de desnudar-se fisicamente para o exame ginecológico, a necessidade de contar fatos ligados a processos emocionais tão íntimos que não são comumente relatados sequer a grandes amigos, faz com que a paciente veja no ginceologista o natural e fiel depositário de dúvidas e confidências. Mais ainda, com a praticamente total extinção da antiga figura do “médico de família”, os ginecólogos vêm sendo amiúde chamados para exercitar aquelas funções de amigo confiável, conselheiro ponderado a profissional capaz, que aquele clínico outrora exercia. Nada mais natural, por isso - segundo a ótica de nossas pacientes - que as dúvidas a queixas de âmbito sexual, ate mesmo no que tange à aspectos da educação dos filhos, acabem chegando ao ginecologista. Acresce a esses fatos a alta frequência com que, por preconceitos machistas ou por desinformação, são trazidas também a nós as queixas sobre o desempenho sexual dos maridos, visto que estes raramente procuram espontaneamente psicoterapeutas, urologistas ou andrologistas. Ocorre que a imensa maioria dos cursos de medicina existentes no país não prepara seus educandos para exercer essas funções. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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