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Homofobia: uma praga cristã

Título: Homofobia: uma praga cristã
Autor(es): L. Mott
Ano: 2007
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 18
Número: 2
Páginas: 443-454
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 0103-6122
Palavras-chave: homossexualidade; homofobia; religião; preconceito; homosexuality; homofobia; religion; prejudice
Língua: Portuguese

Resumo: Os homossexuais são os mais odiados dentre todas os grupos minoritários, explicando-se tal intolerância porque o amor entre pessoas do mesmo sexo foi secularmente considerado crime hediondo, condenado como pecado abominável, escondido através de um verdadeiro complô do silêncio. Este racismo anti-homossexual, cientificamente conceituado de homofobia, redundou na internalização e institucionalização da intolerância por parte dos membros da sociedade heterossexista, a iniciar pela repressão dentro da própria família, no interior das igrejas e na academia, dentro dos partidos políticos, das próprias entidades voltadas para a defesa dos direitos humanos e do poder governamental. A homofobia cultural e institucional contaminam inclusive as próprias vítimas: gays, lésbicas e transgêneros, em sua maior parte vivem numa espécie de vácuo identitário e sob o efeito perverso da alienação, com baixa autoestima, incapazes de iniciativas em defesa da própria cidadania. Uma das prioridades para reverter este quadro perverso é desconstruir os tabus religiosos que diabolizam o amor entre pessoas do mesmo sexo, propondo às diferentes igrejas a promoção de pastorais específicas voltadas para as minorias sexuais, não descurando  da implementação de ações afirmativas governamentais visando a cidadania plena da comunidade homossexual. ; Homosexuals are the most hated minority group amongst all the others, and the explanation for the existence of such intolerance is that the love between people of the same sex has secularly been considered a hideous crime, condemned as an abominable sin, hidden through  a real conspiracy of silence. This racism anti-homosexual, scientifically labeled as homophobia, resulted in the internalization and institutionalization of intolerance in a significant part of the heterosexist society, starting with the repression inside the proper family, inside the churches and the academy, inside political parties, including entities working in the defense of human rights and inside the governmental power. The cultural and institutional homophobia also contaminates the proper victims: most gays, lesbians and transgenders live in some kind of identity vacuum and under the perverse effect of alienation, with low self-steem, being incapable of actions in the defense of their own citizenship. One of the priorities to revert this perverse picture is to de-construct the religious taboos that diabolize the love between people of the same sex, stimulating the different churches to promote pastorals that are specifically applied to the sexual minorities, not relinquishing the implementation of governmental affirmative actions aiming at the full citizenship building of the homosexual community.

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