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Hiperprolactinemia na mulher e possíveis repercussões na resposta sexual

Título: Hiperprolactinemia na mulher e possíveis repercussões na resposta sexual
Autor(es): G. B. Fucs, C. Athayde and A. Campos
Ano: 1993
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 4
Número: 2
Páginas: 200-205
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Objetivos: Determinar se alterações na resposta sexual feminina (desejo, excitação e orgasmo) são um achado regular em mulheres hiperprolactinêmicas. Determinar se o tratamento com droga inibidora da prolactina (bromocriptina) é eficaz em restaurar a resposta sexual nestas mulheres. Design: 18 mulheres hiperprolactinêmicas foram submetidas a uma avaliação por uma sexóloga. 13 apresentaram resposta sexual alterada sem causa psicológica aparente e foram randomicamente submetidas a tratamento com bromocriptina ou placebo durante 12 semanas. Durante o tratamento as pacientes visitaram a clínica para o acompanhamento pela sexóloga e dosagem de prolactina sérica. Resultados: 13 pacientes iniciaram o estudo. 3 descontinuaram. 5 foram tratadas com bromocriptina e 5 com placebo. Bromocriptina: das cinco pacientes alocadas neste grupo, 4 tiveram os níveis de prolactina normalizados a clara melhora nas respostas sexuais,1 não teve seus níveis de prolactina alterados, mostrando no entanto sinais de melhora em suas respostas sexuais. Placebo: Os níveis de prolactina permaneceram inalterados nas cinco pacientes deste grupo. 4 mantiveram o mesmo padrão sexual anterior ao início do estudo. 1 demonstrou clara melhora. Conclusões: O fato de em 18 mulheres hiperprolactinêmicas apenas 5 apresentarem queixas sexuais que foram atribuídas a problemas psico-emocionais, enquanto 13 (72,2%) não demonstraram causa psicológica aparente, reforça a suposição de uma possível influência de níveis altos de prolactina sérica sobre a resposta sexual feminina. Além disso, o estudo demonstrou diferença significativa no comportamento sexual de mulheres pós-tratamento com bromocriptina versus tratamento com placebo. Em cinco mulheres tratadas com bromocriptina, 4 normalizaram os níveis de prolactina a tiveram restauração da resposta sexual, 1 manteve os níveis prolactina pré-tratamento e demonstrou sinais de restauração da resposta sexual. Das cinco mulheres tratadas com placebo nenhuma demonstrou redução dos níveis de prolactina, 4 mantiveram o padrão sexual anterior e, apenas 1 apresentou restauração da resposta sexual durante o período de tratamento.

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