Gravidez adolescente e juvenil: declínio ou estagnação?

Título: Gravidez adolescente e juvenil: declínio ou estagnação?
Autor(es): M. B. A. S. Neves and C. A. C. Gomes
Ano: 2013
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 24
Número: 2
Páginas: 135-141
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: gravidez; adolescência; vulnerabilidade; sexualidade; políticas públicas; pregnancy; teenage; vulnerability; sexuality; public policies
Língua: Portuguese

Resumo: As fontes públicas de dados sobre a gravidez na adolescência seguem metodologias diversas. Em consequência, os dados apresentam divergências, aqui analisadas no período de 2005-2011. A PNAD, pesquisa declaratória, apresenta os números mais elevados, o contrário ocorrendo com o Registro Civil. Tais diferenças, com as limitações das fontes, precisam ser consideradas na formulação, execução e avaliação de políticas públicas. Mesmo considerando essas diferenças, ao relacionar o número de nascimentos com a população feminina da mesma idade, verifica-se que aumentou o número de mães de 10-14 anos de idade no período analisado, enquanto diminuiu no grupo etário de 15-19 anos, exceto segundo uma das fontes. Como as taxas se mantêm elevadas e o grupo mais vulnerável se comporta na direção inversa ao esperado, o Estado e a sociedade precisam responder ao desafio. / Public sources of data on teenage pregnancy in Brazil follow different methodologies. As a result, data for 2005-11 are divergent. The National Household Sampling Survey, based on declarations of the household responsible, has the highest statistics, although the opposite occurs with birth certificates issued by notary offices. These differences, in spite of the sources’ limits, are to be carefully considered in public policies planning, execution and evaluation. Even regarding these divergences, relating the number of births to the total female population of the same age group, this paper found an increase of mothers aged 10 to 14 years and a reduction of those in the 15-19 age group, except in the latter according to one source. As these statistics keep on relatively high and increases in the most vulnerable group, state and society need to offer proper replies to this challenge.

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