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Editorial RBSH 10(2) 1999

Título: Editorial RBSH 10(2) 1999
Autor(es): A. C. C. Gonçalves
Ano: 1999
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 10
Número: 2
Páginas: 151-152
Tipo de Artigo: Editorial
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Há algumas décadas vimos lutando para que os diversos segmentos da sociedade reconheçam a necessidade em se tratar a sexualidade humana com clareza, objetividade e com a delicadeza que ela requer (assim como qualquer contexto afetivo-sexual o merece). Temos visto crescer as publicações em temas afeitos à sexualidade, pesquisas científicas que envolvem reprodução humana, cursos de formação profissional, serviços de atendimento por telefone e Internet, consultoria em jornais e revistas, programas de rádio e televisão. Certamente a SBRASH, tem conquistado seus objetivos previstos em estatuto, que intentam em primeiro plano estimular o estudo da sexualidade humana promovendo o intercâmbio científico entre os profissionais, através de cursos, seminários, eventos e outras atividades, bem como publicar e apoiar outras publicações e materiais de boa qualidade que tenham propostas educativas, de orientação e informação. É com satisfação que temos compartilhado com muitos de nossos associados a conquista de seu empenho profissional, seja este uma obra, um artigo para jornal, ou ainda um caso atendido em consultório. Se a conscientização de uma necessidade (que Vitiello tão bem nomeou de “A educação sexual necessária”) e a estimulação da for- mação dos profissionais que buscam qualificação nesta área, tem sido nossa constante preocupação, parece-nos que no início deste novo milênio a discussão também apontará para a questão ética do profissional em sexologia. A começar pelo termo “sexólogo”, amplo o suficiente para apropriações indevidas (inclusive matéria do editorial de nosso Boletim Informativo Ano XI - n° 04 - 1999), a qualificação profissional e mais precisamente, as vertentes que compõem a atuação destes profissionais tem sido tema de discussão em correspondência direta ao desenvolvimento dos conceitos que envolvem a noção de cidadania. Temos observado que outras entidades, muitas delas parceiras da SBRASH, tem também traçado alguns perfis interessantes. O Conselho Federal de Psicologia, por exemplo, publicou uma resolução em 23 de março deste ano que estabelece “...normas para que os psicólogos contribuam para acabar com as discriminações em relação à orientação sexual” (resolução do CFP n°- 1/99). Também a WAS - World Association for Sexology, divulgou em agosto deste ano a “Declaração dos Direitos Sexuais” que desde 1997 vem sendo elaborada por seus associados. Outras temáticas tem sido levadas a público demonstrando a preocupação com a necessidade do tracejado ético que envolve a vida do ser humano, levando em consideração a sua individualidade, sua interação com o meio e sua constante evolução. Abordam desde questões que envolvem a biogenética como a escolha dos gametas para a reprodução ou cirurgias para mudança de sexo, a possibilidade legal de aborto eugênico ou ainda a liberdade do uso do computador “plugado” na Internet para troca de imagens eróticas de qualquer ordem.

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