Atenção
  • JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 997

Doenças sexualmente transmissíveis e sexualidade

Título: Doenças sexualmente transmissíveis e sexualidade
Autor(es): N. Vitiello
Ano: 1992
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 3
Número: 2
Páginas: 137-141
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: De início, importa lembrar que na espécie humana a sexualidade excede em muito o meramente biológico, apoiando-se em uma tríade, constituída de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Em todas as outras espécies animais, inclusive nos mamíferos, só existem manifestações da sexualidade associadas à reprodução, ocorrendo o coito apenas quando a fêmea está fértil. Em algumas espécies surgem manifestações de masturbação e de homossexualidade, sendo entretanto sempre isoladas e entre machos. Paralelamente ao advento do ciclo menstrual bifásico, porém, as fêmeas de nossa espécie passaram a apresentar a característica da manutenção prazerosa do relacionamento sexual em qualquer fase do ciclo e até mesmo durante a gestação. Assim, tornou-se possível desvincular o prazer que o exercício da sexualidade traz dos objetivos meramente reprodutivos do ato, o que realçou a importância dos aspectos psicológicos e sociais da sexualidade. Surgiu então, desde os primeiros grupamentos de hominídeos, a necessidade do estabelecimento de regras para a aceitação social da atividade sexual, sem as quais a convivência se tornaria muito difícil nas coletividades humanas. No decorrer dos séculos e dos milênios, essas normas e rituais foram se cristalizando em costumes, que acabaram adquirindo a conotação de “normal”, isto é, praticados pela maioria dos membros da sociedade. Além de culminar nos diversos rituais de casamento que a sociedade humana já conheceu, essas normas estabelecem como “normal”, por exemplo, o relaciona- mento entre indivíduos de sexos diferentes, de mesmo grupamento racial, de idades semelhantes mas com ligeira predominância da idade masculina etc. Essas normas traçam ainda, em cada época e em cada segmento da sociedade, os padrões de desejabilidade para cada sexo, isto é, que características em um dos sexos o tornam sexualmente mais atraente para o outro. (resumo indisponível, trecho do artigo).

Entrar