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Casamento e sexualidade na pós-modernidade

Título: Casamento e sexualidade na pós-modernidade
Autor(es): M. d. C. d. A. Silva
Ano: 2005
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 16
Número: 1
Páginas: 145-155
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 0103-6122
Palavras-chave: casal; atração; sexo; trabalho; vínculos; couple; attraction; sex; work; bonds
Língua: Portuguese

Resumo: Os casais, assim com as pessoas e a sexualidade que os compõem, sofrem influências ideológicas do momento sócio-histórico, no qual estão inseridos. Porém, as pessoas independentemente da época e da cultura, enfrentam a questão da separação e, para tal, procuram através da união com o outro, transcender à solidão. Assim, procurou-se neste texto, enfocar as questões da atração interpessoal e as principais alterações ocorridas nos últimos 50 anos, que de forma direta ou indireta incidiram sobre as relações de casal. Apontando-se para dois pilares ideológicos básicos: o conceito de sexo-reprodução, alterado para sexo-prazer através da contracepção; gerando maior liberdade sexual e, o trabalho fora, anteriormente obrigação ou privilégio masculino, que passou a existir também como realidade feminina. Tais processos atingiram fortemente a estrutura da família nuclear clássica e exigiram várias alterações de papel de gênero. Vivências, que pelas pressões de urgências resolutivas, especial características do mundo atual, têm gerado muitos outros comprometimentos para ambos do par, propiciando novos conflitos, muita ansiedade, relativismos, incertezas e fragilidade dos vínculos. Couples, as well as the individuals and the sexuality that constitute them, are exposed to ideological influences of the socio-historical moment. However, all individuals, regardless of time or culture, face the issue of separation and seek to bond with each other in an effort to transcend  solitude. This paper has thus attempted to focus on the issues of interpersonal attraction and the main changes taken place over the past fifty years, which have exerted a direct or indirect on couple relationships. To that effect, two basic ideological cornerstones were highlighted: the first is the concept of sex-reproduction, changed into sex-for-pleasure made possible by contraception, generating greater freedom. Secondly, the concept of working outside the house, a former male responsibility or prerogative and now also a part of women's reality. Such processes have deeply shaken the structure  of the classic family and demanded several gender-role alterations. Likewise, new patterns of interaction stemming from the urgent demands of modern life have brought about a host of different commitments for both individuals in the couple, promoting new conflicts, a substantial degree of anxiety, relativisms, uncertainties and frail bonds.

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