Autoconfiança sexual em estudantes universitárias: um estudo piloto descritivo de prevalência

Título: Autoconfiança sexual em estudantes universitárias: um estudo piloto descritivo de prevalência
Autor(es): O. M. Rodrigues Jr., M. Z. d. Lima and C. V. Cecarello
Ano: 1992
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 3
Número: 1
Páginas: 95-102
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Autoeficácia define-se pela crença em que se pode conseguir cumprir uma determinada tarefa adequadamente numa dada situação, onde as cognições mediam a mudança comportamental. Tendo como objetivo avaliar a autoconfiança sexual (ACS) em home- ns sem queixas sexuais, foram avaliados um total de 100 estudantes universitários, com média de 28 anos, variando de 19 a 46 anos, através da Escala de Auto-eficácia Sexual, forma E, a qual mensura o nível de confiança na autoeficácia e dimensões cognitivas através de auto-atribuições de grau que variam de 10 a 100 para 25 itens sobre possíveis comportamentos sexuais masculinos. Os universitários estudados referiram- se com alta confiança no que diz respeito a ansiedade de desempenho (ACS 78,9 a 79,6%) e desejo sexual (ACS 84,7 a 85,9%). Quanto aos itens referentes à capacidade erétil, apresentam índices de ACS mais elevados (de 72,6 a 91,1%), com exceção ao item que se refere à obtenção de segunda ereção no caso de haver perdido a primeira (ACS 65,8%). Quanto à fase de ejaculação os estudantes referiram menor confiança no controle ejaculatório, tendo a menor média de ACS dentre as afirmativas (48,2), seguido pelos índices de ACS relacionados à assertividade (51,6 e 57,8%).A autoconfiança no comportamento sexual deve se relacionar com uma série de cognições socialmente transmitidas e impostas que determinará o comportamento sexual masculino anterior a qualquer contato sexual. Este conhecimento pode ser útil para os profissionais que pretendam trabalhar com a sexualidade humana, em especial no tocante à orientação e terapia de disfunções sexuais masculinas em nosso país. ; Self-efficacy is defined as the belief that one can master a certain task or perform adequately in a given situation, where cognitions mediate behavioral change. In order to recognize sexual self-efficacy (SSE) in non sexually dysfunctioning men, 100 college male students with average age of 28 years, through the Sexual Self-efficacy Scale, form E. SSE was high for no sexual performance anxiety (78,9 and 79,6%) and for sexual desire (84,7 and 85,9%). Penile erection had also high SSE, but for capability for achieving second erection once first one were lost (65,8%). Ejaculatory control had low SSE (48,2%) as also assertive behavior on sexual situation (51,6 and 57,8%). Lower self-confidence related to obtation of sexual pleasure without penetration, when compared to confidence to obtain erection when the goal is penetration, seems to be part of the western male. Self-confidence on sexual behavior may have a serial of cognitions socially implanted that will determine the male sexual behavior before any sexual contact. This knowledge may be use full for the professional that intends to work with human sexuality.

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