Relacionamento a dois: comprometimentos e desafios

Título: Relacionamento a dois: comprometimentos e desafios
Autor(es): S. Bomfim
Ano: 1990
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 1
Número: 2
Páginas: 29-33
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: De início nos deparamos com um primeiro desafio: é um tema que está tão presente em nossa vida e ao mesmo tempo é tão desconhecido e misterioso. O fato de amarmos não nos torna aptos para o amor, nos faz aprendizes. E é como aprendiz do amor, aprendiz da vida e aprendiz de mim mesma, que me coloco aqui, dando a minha contribuição. Quero ressaltar que vou desenvolver o tema situando-o dentro da abordagem da Psicologia Analítica ou Psicologia Profunda de Carl Gustav Jung. Segundo um mito narrado por Platão no Symposium, os seres humanos inicialmente eram esféricos e possuíam uma parte feminina e outra masculina. Esses seres primordiais assim constituídos eram muito fortes e inteligentes, e se tornaram muito poderosos, despertando a inveja dos deuses que, como vingança, os dividiram ao meio, separando assim as duas metades. A partir de então, as duas partes procuram reunir-se. Esse mito simboliza a totalidade, composta da união dos opostos, e retrata dentro da abordagem junguiana a estrutura andrógena da Psique, ou seja, que contém componentes femininos e masculinos. É importante colocar que os termos masculino e feminino não estão ligados a uma conotação sexual. São formas de ser e de estar no mundo, na relação consigo mesmo e com as pessoas, e de percepção da realidade. São qualidades interiores psicológicas comuns a homens e mulheres. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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