Prostitutas da Grécia; Frinéia

Título: Prostitutas da Grécia; Frinéia
Autor(es): R. d. C. Cavalcanti
Ano: 1990
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 1
Número: 2
Páginas: 58-64
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Foi Solon, o grande legislador grego, quem primeiro teve a idéia de instalar casas de meretrício na Grécia. Ele foi altamente louvado por conseguir, simultaneamente, esgotar o desejo sexual dos homens e, ainda por cima, encher os cofres do tesouro. Tudela afirma que, imaginativos, os gregos chegaram a fazer da prostituição um costume civilizado e cínico. O fato é que ela era uma profissão oficialmente reconhecida e, até certo ponto, respeitada. As casas de prostitutas, chamadas Dicterion, eram repartições públicas mantidas pelo governo, dirigidas por severos magistrados, denominados de Pornoboscion. Nada havia de desonroso na função de diretor destes estabelecimentos, nem nas atribuições dos outros funcionários públicos que ajudavam a manter, conservar e gerir os negócios destas casas. Eles apenas estavam proibidos de participar das festas ou de usufruir das mulheres do Dicterion onde serviam, sob pena de pesados castigos. Salvo esta restrição necessária, qual- quer ateniense que quisesse poderia gozar dos prazeres sexuais com as “dicteríades”, bastava pagar um pequeno imposto ao Estado. Só mais tarde é que o governo privatizou o meretrício, o que é uma insofismável demonstração de que privatizar empresas é mais uma descoberta grega. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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