O dia que conquistei minha analista

Título: O dia que conquistei minha analista
Autor(es): A. Slavutzky
Ano: 2005
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 16
Número: 2
Páginas: 197-203
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 0103-6122
Palavras-chave: humor; erotismo; psicanálise; humour; erotism; psychoanalysis
Língua: Portuguese

Resumo: O humor é erótico, pois abre portas, corações e pernas. Quantos utilizam seu humor para abrir o outro através de uma piada ou dito espirituoso. O sorriso é uma forma de abrir-se graças ao relaxamento corporal e ao prazer produzido. O humor é a capacidade de se criar uma ótica simbólica que faz o sujeito rir de si mesmo, ou de outro, gerando prazer ali onde poderia produzir-se dor. Por isso, ele é um alívio da dor e facilitador do erotismo, atenuando as dificuldades e sofrimentos cotidianos. O humor resgata a alegria da vida, característica das crianças que sempre buscam jogar, fantasiar vivendo com emoção.  À medida que todos crescemos e nos tornamos adultos, uma boa parte da capacidade de imaginação, o motor do erotismo, fica diminuída, pois onde se perde a liberdade de criar, cresce o tédio.  Para gozar a vida é preciso ter senso de humor, sendo necessário desativar a força da pulsão da morte e assim ser menos masoquista. O sofredor valoriza muito a dor e procura ser amado como uma criança desvalida em busca de alguém que faça justiça ao seu heroísmo doloroso. O desafio não é queixar-se, pois isso todos fazem, o difícil é ter alegria apesar das frustrações. ; The humor is erotic, since it opens doors, hearts and legs. Many women and men use their good humor to open the other's heart through a joke or a spiritual saying. The smile is already a form of opening due to thebody relaxing and pleasure produced. The humor is the capacity of creation of a symbolic optic that makes one to laugh of himself, or of the other, generating pleasure where pain could be produced. That is why it is a pain relief and a facilitator of the erotism since it relieves the difficulties and daily suffering. The humor rescues the joy of life, which is a child characteristic that always try to play, to fancy and to live with emotion.  When we all grow and become adults, a good part of our imagination capacity, the motor of erotism, decreases. Since we loose the freedom of creation boredom grows. To enjoy life we need to have sense of humor, being necessary to put off the strength of the dead pulsion, and therefore to be less mazoquist. The sufferer values very much the pain and its painful heroism. The challenge is not to complain since this everyone makes in their lives, the difficult is to have joy in spite of frustrations.

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