O controle da sexualidade feminina e o casamento na infância e adolescência

Título: O controle da sexualidade feminina e o casamento na infância e adolescência
Autor(es): A. Taylor and V. Fonseca
Ano: 2015
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 26
Número: 2
Páginas: 33-40
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: sexualidade; casamento na infância e adolescência; gênero; direitos sexuais e reprodutivos; sexuality; child and adolescent marriage gender; sexual and reproductive rights

Resumo: Com base na literatura sobre o tema e em uma pesquisa realizada pelo Instituto Promundo3 em dois estados brasileiros, este artigo busca discutir a relação entre a vivência da sexualidade das meninas e o casamento na infância e adolescência. A pesquisa mostrou que o controle da sexualidade das meninas é influenciado por vários fatores: desde a sociedade (por exemplo: percepções de moradores das mesmas comunidades dos casais entrevistados, e relatos sobre a influência da mídia e a religião), pares, parentes e maridos. O casamento surgiu no discurso dos entrevistados como “solução” para evitar o que esses atores consideram “riscos” nas vidas das meninas, associados à uma vida sexual mais livre. A decisão pelo casamento, assim, está muitas vezes baseada no controle da sexualidade. Tem implicações diretas nos direitos sexuais e reprodutivos das meninas, e promovem as relações desiguais de gênero. / Based on the literature and a study conducted by Promundo Institute in two Brazilian states, this article discusses the relationship between experiences of sexuality and marriage involving girls during childhood and adolescence. The research shows that control of girls’ sexuality is influenced by multiple actors: from society (i.e., perceptions of community members, and based on reports about the influence of media and religion), to peers, family members and husbands. Research participants described marriage as a “solution” to avoid what they consider “risks” in girls’ lives, i.e., a liberal sexual behaviors. These decisions to marry are therefore often based on control of girls’ sexuality. Such decisions also have direct implications on girls’ sexual and reproductive rights and they promote unequal gender relations.

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