“Não só para meninas”: a experiência de um curso de educação para sexualidade com adolescentes

 

Título: “Não só para meninas”: a experiência de um curso de educação para sexualidade com adolescentes
Autor(es): G. A. Araújo, A. Q. Julião, I. D. S. Lemos, J. R. P. Lima, T. Q. Maia, C. G. C. Silva, L. O. Soares, V. M. G. Medeiros and P. A. S. S. Valle
Ano: 2016
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 27
Número: 2
Páginas: 25-32
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: educação sexual; adolescentes; escola; sexuality education; teenagers; school
Língua: Portuguese

Resumo: Questões como gravidez precoce e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis estão entre o conjunto de preocupações mais alarmantes em relação à deficiência de educação para sexualidade voltada aos jovens. A partir da realização de uma pesquisa de caráter qualitativo e quantitativo realizada na clínica da Família Olímpia Esteves, localizada em Realengo, no Rio de Janeiro, foi possível traçar o perfil das adolescentes usuárias da clínica e residentes no bairro, havendo a percepção da necessidade de criação de um curso de educação para se¬xualidade. Realizou-se, então, o curso de multiplicadores em educação sexual Não Só Para Meninas, implementado na Escola Municipal Nicarágua do bairro de Realengo. Este artigo tem como objetivo traçar o perfil dos adolescentes participantes do curso, que têm média entre 12 a 14 anos, estudantes do oitavo ano, além de analisar as mudanças que a intervenção da educação para sexualidade trazem para a vida de um jovem. Os dados coletados nos questionários evidenciaram que a idade média do início da prática sexual é cada vez mais cedo, aos 12 anos de idade, feita na maior parte dos casos sem a orientação adequada, em que 72% dos adolescentes relataram não conversar sobre suas dúvidas sexuais com ninguém. O desenvolvimento desse curso disponibilizou um espaço para debate e reflexão dos adolescentes, tornando-os potenciais multiplicadores em educação sexual entre os demais. Os adolescentes que participaram da experiência evidenciaram mudanças de comportamento, principalmente mudanças relacionadas à autoimagem e autoestima, incluindo o crescimento de um interesse maior aos estudos. / Issues such as early pregnancy and sexually transmitted diseases are among the most alarming set of concerns about the sexuality education aimed at young people. From conducting a quantitative and qualitative nature of research conducted in the Family Clinic Olympia Esteves, located in the Realengo neighborhood, in Rio de Janeiro, it was possible to trace the profile of adolescent users of the clinic and residents in the neighborhood, there was a perceived need to create a course of sexuality education, creating Multipliers Course in Sexual Education, Not Only for Girls, being implemented in Nicaragua Municipal School, located in Realengo. This article aims to outline the profile of adolescent participants of the course, which has an average age between 12 to 14 years, students from eighth grade, and analyze the changes that the intervention of sexuality influences the life of youth. Based on data collected from questionnaires applied to these teenagers, the average age of onset of sexual activity is increasingly early, with an average age of 12 years old, made in most cases without proper guidance, in which 72% of adolescents do not talk about their sexual concerns with anyone. The development of this course has provided a space for debate and reflection of adolescents, making them potential multipliers in sexuality education among others. Upon completion of the course, it was reported behavioral changes of the same, especially changes related to self-image and self-esteem, including the growth of interest to studies.

 

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