Menina não entra, menina não pode - O lúdico e a construção da identidade

Título: Menina não entra, menina não pode - O lúdico e a construção da identidade
Autor(es): T. C. P. C. Fagundes
Ano: 1998
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 9
Número: 1
Páginas: 57-69
Tipo de Artigo: Trabalhos Opinativos e de Revisão
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Todos nos já ouvimos falar que menina não pode isso, menina não pode aquilo, em algum momento da história de nossas vidas. As meninas como mandatos a serem cumpridos e os meninos como ordens que eles podem impor ao “outro sexo”. Nesse sentido, há uma série de brincadeiras infantis e cantigas de roda que se relacionam, intimamente, com a construção da identidade de gênero e, notadamente, a identidade feminina. Desde cedo as meninas são levadas a brincar de casinha, reproduzindo papéis historicamente destinados à mulher, como cuidar de crianças/bonecas, arrumar a casa, cozinhar, lavar e passar, dentre outros. Aos meninos vão sendo atribuídos os papéis masculinos através de brinquedos como carrinhos, bolas e outros objetos que lhes permitam comandar situações, tais como pistolas, espadas, etc. E as cantigas de roda? São um exemplo marcante da vivência lúdica em todas as partes do mundo e em cujo conteúdo se encontra uma estreita alusão à definição da identidade de gênero através do estabelecimento de papéis sexuais. Estabelecer uma relação entre a construção da identidade e as brincadeiras infantis é o que se pretende neste trabalho. (resumo indisponível, trecho do artigo).

Entrar