Liberdade: os limites do prazer

Título: Liberdade: os limites do prazer
Autor(es): R. C. Hallal
Ano: 1994
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 5
Número: 1
Páginas: 28-29
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: O prazer, ingênuo, travestido, sacana e safado, comportado, oculto ou vestido na fantasia que o comporte; sempre pleno e irresponsável na percepção; assustadora forma de romper a solidão com suas formas limitadas. Ocasionalmente, sem pedir licença, interrompe o nosso sono, trabalho e concentração. Como domínio preto, cobre o corpo inteiro a não mostra o rosto, mas como palhaço, passa a constituir-se numa forma urgente de estardalhaço e de fazer rir. Se violento e imposto, o prazer rompe a candura esperada e decepcionante de quem o sofre; se brincalhão, inclui o cheiro dos corpos e caminhos novos a despertar a curiosidade de fazer-se escondido. Às vezes pleno, o prazer é inconstante, insone; outras, irrigador das partes áridas do corpo de quem descobre de novo pela primeira vez. Às vezes perfume, bebida, Praia, jeito de olhar ou lembrança; outras, é sorriso, queixo, ombro, boca ou uma nova forma de gozar. Aquele que o vive e sente corre o risco de ser feliz. Aquele que consegue tê-lo completo em alguém acaba preenchendo com a imaginação, a sua falta. Assim como a satisfação não cabe numa só meta, o amor não cabe numa só pessoa, a satisfação, num só objeto, as frases musicais numa só partitura, assim também a abrangência da expectativa ideal jamais será permanente satisfeita no real. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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