Liberal humanism as an ideology of social control: the regulation of lesbian identities

Título: Liberal humanism as ann ideology of social control: the regulation of lesbian identities
Autor(es): O. M. Rodrigues Jr.
Ano: 1993
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 4
Número: 1
Páginas: 111-113
Tipo de Artigo: Resumo Comentado
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A autora discute a identidade da lésbica, iniciando a análise com a definição de uma feminista lésbica radical, Jill Johnston 1973): “Identidade é o que você pode dizer o que concorda que digam que você possa ser”. A Identidade não é um produto livremente criado pela introspecção ou por- reflexões desproblemalizadas sobre a área sagrada e privada do “self interior”, mas é concebida dentro de certos enquadramentos ideológicos construídos pela ordem social dominante (patriarcal) para manter seus próprios interesses. Historicamente, a identidade de lésbica surge no final do século XIX e início do século XX com o contexto sociopolítico da primeira onda do feminismo. Antes da virada do século, tem-se a criação sexológica da lésbica como um tipo “especial” de pessoa definida por uma “essência”, sem a qual a lésbica, enquanto identidade específica, não poderia existir. A sexologia do início do século, em resposta ao ataque político efetivado pelo avanço das sufragetes, age em duas frentes, tentando empurrar as mulheres de volta à heterossexualidade: por meio da orquestração do prazer sexual feminino pela melhoria das técnicas sexuais masculinas, e por meio da patologização do lesbianismo. Estes contextos mantiveram-se inalterados como verdades científicas presentes em textos até a metade da década de 70. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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