Editorial RBSH 19(2) 2008

Título: Editorial RBSH 19(2) 2008
Autor(es): J. Brendler
Ano: 2008
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 19
Número: 2
Páginas: 14-15
Tipo de Artigo: Editorial
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Queridos filiados, estou a pensar na rica vida científica que a SBRASH desenvolveu, desde a sua fundação oficial em 1986, realizada em Gramado, até hoje. Muitas pessoas importantes na história da SBRASH , inclusive dois ex-presidentes , infelizmente não estão mais entre nós, deixando-nos sentir saudades. É imenso o mérito dos pioneiros fundadores em conseguir com os seus ideais agregar tantos profissionais de diferentes campos de atuação da sexualidade humana. O espírito de uma sociedade como a SBRASH é bem maior do que seu patrimônio material, dos que as leis, pois não são ele(a) que nos une , não são ele(a) a razão da existência da instituição e sim o que os seus membros tem em comum e me arrisco a dizer , que talvez seja , o amor ao tema da sexologia. As sociedades científicas do mundo inteiro vivem com pouca reserva econômica, contudo percebo que a SBRASH muito tem feito em prol da sexologia e da saúde sexual. Pensando num contexto maior, há sociedades internacionais com registro em países desenvolvidos que possuem, há bem menos de uma década, um meio oficial de publicação e nunca tiveram uma sede física, mas que sabem ter grande capital intelectual. Manter a Revista Brasileira de Sexualidade Humana ativa por 19 anos, num país em desenvolvimento como o Brasil, sem parcerias que poderiam comprometer a Ética , tem sido um dos empenhos dos presidentes da SBRASH, como também do(a)s diretor(a)s editoriais. Como todos sabemos, a SBRASH teve por muitos períodos da sua jornada uma sede física, embora os ideais da SBRASH extrapolem qualquer espaço material.No transcorrer dos seus 23 anos a SBRASH realizou incalculáveis  eventos científicos, no nosso Brasil de dimensões continentais, além do XI Congressos Brasileiros e fará o XII Congresso em Foz do Iguaçu. Comum em todos eles foi a alegria e o entusiasmo dos seus membros ao discutir os diferentes aspectos da sexualidade, o que é inesquecível. A capacidade científica de uma sociedade gera conhecimentos, influencia pessoas e assim contribui para o avanço da ciência e do bem-estar humano.Por que muitas pessoas dedicaram e ainda dedicam-se contribuindo com a organização e os eventos científicos da SBRASH, através de inúmeras horas de trabalho não remunerado? Iniciei a estudar sexualidade no 5ª ano de medicina , quando a SBRASH foi fundada e um ano depois me filiei a essa entidade , tenho desde então presenciado e participando da SBRASH. Ao discursar sobre “O Brasil na história da FLASSES”, apresentado no Congresso Mundial da WAS, tive orgulho dos brasileiros. Muitos membros da Diretoria e do Conselho da SBRASH foram/são líderes da sexologia no Brasil e na América Latina, e isso é uma inspiração. Dá para quantificar o valor de uma sociedade científica com 23 anos de existência ? Como se avalia o imenso patrimônio intelectual da SBRASH ? Todos os membros da SBRASH deveriam estar conscientes de que o capital intelectual da SBRASH e os ideais são grandiosos e não podem ser quantificáveis.

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