(Des)idealizando

Título: (Des)idealizando
Autor(es): M. d. A. R. Caridade
Ano: 2010
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 21
Número: 1
Páginas: 24-27
Tipo de Artigo: Edição Especial
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: paixão; relação amorosa; prazer; passion; loving relationship;pleasure
Língua: Portuguese

Resumo: Des-idealizar é trazer a experiência do plano divino para o humano. Divinizar o outro ou a relação é próprio do estar apaixonado, mas não permanecemos indefinidamente nesse estado. O cotidiano abranda o fogo da paixão e eis-nos de volta ao real, à luta pela sustentação da qualidade da relação. Algo que supõe mais uma forma cuidadosa de manutenção da chama do que a satisfação impulsiva do desejo incontrolável, próprio do estar apaixonado. Paixão é um estado maravilhoso e provisório. Vivências apaixonadas são experiências que integram projetos de felicidade. Na trajetória amorosa, como em tudo, desejamos a felicidade. Mas, ela não é previsível, controlável, não a possuímos, dela não nos apropriamos. Ela não é do tamanho do nosso sonho. Realisticamente, a felicidade não existe em si mesma. O que dela conhecemos são os momentos felizes que conseguimos viver – momentos que são metáforas do admirável. ; Deidealize is to bring the experience of the divine plan to the human field. Divinization of the other or of the relationship is related to being passionate, but we not stayed indefinitely in this state. Everyday`s life slows the fire of passion and here we are back to be real struggle for sustaining the quality of the relationship. This real struggle assumes more effective maintenance of the flame than when tere was an uncontrollable impulsive satisfaction inherent to being in love. Passion is a wonderful and interim state. Passionate experiences integrate happiness projects. In loving experiences, as in everything, we want our happiness. But, it is not predictable, manageable, we can not pocess it and we cannot seize it. It is not the size of our dream. Realistically, happiness does not exist in itself. What we know from it are the happy times we live – moments that are metaphors of the brave.

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