Da utilidade da avaliação psicológica da impotência

Título: Da utilidade da avaliação psicológica da impotência
Autor(es): O. M. Rodrigues Jr.
Ano: 1993
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 4
Número: 1
Páginas: 24-26
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A avaliação psicológica na abordagem multidisciplinar da impotência pode, muitas vezes, ser negligenciada, tanto pelo profissional médico quanto pelo paciente leigo. A negligência é motivada pelo desconhecimento da utilidade de tal avaliação por parte do médico e pelo medo das conclusões do exame por parte do paciente. O termo “psicológico” tem conotação pejorativa em nosso contexto sócio-cultural devido ao fato de as pessoas ainda associá-lo, atualmente, à doença mental e às loucuras (estereótipo do paciente em fase de mania). Este medo e esta negação de identificação com tal tipologia conduzem os pacientes a não aceitarem, a priori, o diagnóstico de “psicogênico” para a disfunção erétil. Porém, faz-se necessário que ao paciente sejam dadas as condições para ponderar sobre a existência da psicogenicidade de suas dificuldades sexuais. Um médico que, após avaliações orgânicas, afirma para o paciente que ele “não tem nada orgânico” não será convincente ao dizer que o problema é “de cabeça”, por duas razões óbvias: 1. O paciente não foi examinado quanto à “cabeça”; portanto, não se pode chegar a uma conclusão que não foi explorada e que se mostra ilógica e inaceitável. 2. Ao referir que o problema é “de cabeça” ou, eufemisticamente, “psicológico”, o médico será ouvido como se chamasse o paciente de “louco”, tal é o peso socialmente atribuído àquele termo. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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