Da força e da fragilidade dos sexos

Título: Da força e da fragilidade dos sexos
Autor(es): N. Vitiello
Ano: 1992
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 3
Número: 1
Páginas: 15-22
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A julgar pelo pouco que se conhece das condições de vida humana na pré-história, parece que a força física teve importante papel no desenvolvimento da chamada “superioridade masculina”. De fato, num tipo de grupamento social em que tudo, desde a lide- rança do grupo até a escolha dos melhores alimentos, era resolvido na base da força bruta, seria mesmo de se esperar que o conceito de “superior” fosse sinônimo de “mais forte”. Assim, pode-se aceitar que o grupo fisicamente mais forte (homens), conseguisse assenhorar-se de um poder sobre os elementos fisicamente mais fracos (mulheres), inclusive por serem eles os principais responsáveis pela caça e por- tanto pela alimentação. O exercício do poder, dentro de um grupamento humano, sempre é gerido com base em conceitos aceitos, senão por todos (sempre houve contestadores!), ao menos pela maioria; e esse poder, historicamente, sempre se baseou no patriarcalismo, na discriminação das minorias a na detenção de bens (no capitalismo) ou posições políticas (no comunismo). Para bem compreender o tema abordado neste texto é necessário que analisemos, ainda que superficialmente, a instituição do patriarcalismo. Num parêntese, diga-se de passagem que nunca, em qualquer civilização, extinta ou não, se encontrou um exemplo sequer de matriarcalismo; o mais próximo disso a que nossa espécie chegou foi de, em algumas situações, dar-se à mulher uma relevância maior em itens particulares, como no reconhecimento da prole por linha materna, por exemplo. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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