Crianças vitimadas: repercussões psicológicas

Título: Crianças vitimadas: repercussões psicológicas
Autor(es): M. Cavalcanti
Ano: 1993
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 4
Número: 1
Páginas: 27-30
Tipo de Artigo: Opinião
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A violação infantil pode acarretar dois principais tipos de distúrbios: os que ocorrem a curto prazo e os que têm lugar a longo prazo. Na prática clínica, o maior número de sequelas decorrentes de um traumatismo sexual na infância é observado à longo prazo, São distúrbios polimorfos cuja caracterização depende de uma série de fatores. De modo geral, a idade da criança, sua personalidade, seu relaciona- mento com o agressor e, finalmente, a reação dos familiares (principalmente dos progenitores) são as variáveis que podem modificar as repercussões psicológicas, para mais ou para menos, em um caso específico. Com relação à idade da criança sabemos que, a curto prazo, quanto maior for sua imaturidade etária maior dificuldade ela terá para enfrentar as consequências físicas e emocionais de uma violação. A longo prazo, sua reação vai depender de outras variáveis que aumentam ou diminuem as condições de enfrentamento. Se ela contar com o apoio e com a compreensão dos pais, seguramente terá menor incidência de sequelas psíquicas, Mas, se na relação familiar, sobretudo parental, ela se sentir cobrada ou desacreditada, as consequências poderão ser danosas para sua personalidade futura. Aliás, no que concerne à personalidade, por um lado, é evidente que as crianças que já possuíam uma história anterior de depressão ou que já eram solitárias e carentes de carinho ficarão muito mais susceptíveis às sequelas psíquicas. Por outro lado, crianças competitivas, mas que não foram apoiadas pelos progenitores, podem desenvolver uma acentuada tendência de hostilizar os pais. Nos casos em que a criança tem um bom grau de autoestima, menor é a probabilidade de danos psicológicos significativos. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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