Construindo o imaginário: a autorização para ser mulher, heterossexual e ortodoxa

Título: Construindo o imaginário: a autorização para ser mulher, heterossexual e ortodoxa
Autor(es): S. J. A. d. Almeida
Ano: 1999
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 10
Número: 1
Páginas: 34-37
Tipo de Artigo: Trabalhos Opinativos e de Revisão
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Vamos começar imaginando uma jovem grávida, que chega à maternidade para dar a luz ao seu primeiro filho. Um ultrassom prévio já havia revelado aos felizes pais que seria um menino, o qual antecipada- mente já era conhecido como Matheus. No apartamento ao lado, outra mulher, recebe seu segundo filho, uma garotinha que receberá o nome de Ana Cristina. Nos parâmetros da sociedade em que vivemos, as pessoas já começam a ter os seus papéis sócio-sexuais definidos, bem antes do nasci- mento, a partir do momento em que o sexo do bebê passa a ser do conhecimento da família, ou talvez até antes, a partir do momento da concepção. Desta forma tudo passa a ser preparado em função dele, azul para meninos, rosa para meninas, branco e amarelo como cores neutras, flores para ela, aviões para ele etc. Desta maneira, na maternidade, na porta do aparta- mento de Matheus existia dependurada uma camisa de um time de futebol, sendo as lembrancinhas todas executadas nessa mesma linha. No quarto de Ana Cristina havia uma bonequinha com roupa de bailarina e os familiares e amigos que a visitavam recebiam outras semelhantes. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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