CAOS: o retorno do forcluido social

Título: CAOS: o retorno do forcluido social
Autor(es): A. Dominguez
Ano: 1996
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 7
Número: ned1
Páginas: 57-60
Tipo de Artigo: Edição Especial
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: A tragédia da vida contemporânea parece-me situar-se na atitude de rejeição aos vínculos sociais que se acentua no comportamento dos indivíduos, onde o gozo parece estar a deriva da civilização imposta pela palavra, exigindo uma resolução imediata e desrespeitando, de tal modo, as leis que regem o desejo. Um gozo imediato e sem desejo que só pode precipitarmos na destruição. Um gozo quase sem a necessidade da existência do outro, contém  o corpo numa máquina de prazer sem nenhuma significação possível. Sem vínculos não há outro e sem significação não há lugar para outro; esse outro é um lugar: o lugar do objeto. E sem este, não há como encontrar uma economia do gozo, na ausência da qual, reduzímo-nos a um puro organismo animal, isto é, um ser tão falante. Quero dizer, perdida a possibilidade discursivo que permite-nos estabelecer os vínculos sociais e a significação do verbo, por exemplo, amar ou existir com alguma ilusão que dê sentido, instaura-se o caos. Consequentemente, o sofrimento existencial extirpado do discurso torna-se um sofrimento narcísico, e é narcísico por que ignora o desejo a faz a vida perder o seu valor, portanto é da ordem da Pulsão de Morte. (resumo indisponível, trecho do artigo).

Entrar