As químicas do amor

Título: As químicas do amor
Autor(es): A. Dominguez
Ano: 1996
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 7
Número: ned1
Páginas: 99-103
Tipo de Artigo: Edição Especial
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: O tapete do consultório tem inspirado metáforas por diversas vezes, por um lado para ocultar e por outro, revelar, os secretos metabolismos de aquelas químicas que poderia chamar: do amor (evito aqui, o termo humano, pois parece-me um pleonasmo. O amor, a sexualidade, enfim, a linguagem, são sempre: humanos). “Que duro jornadear é o meu por esta estrada Quando o que busco, o fim para que ansioso sigo, faz que me diga a calma e a paz sempre sonhada: quantas milhas está longe o meu amigo”. Estes trechos escolhidos de sonetos escritos por W. Shakespeare, a que utilizo, se quiserem, como prólogo, são ilustrativos por si sós para os fins que procuro neste ensaio (a arte ilustra per-se). Trata-se, em primeira instância, de levantar o tapete para desvendar os enigmas que aprisionam aos clientes a rituais de acasalamento (muitas vezes verdadeiras “atuações” do inconsciente), fundamentalmente quando estes, a posteriori, os atormentam com angústias e culpas incorporadas a partir do desejo do Outro, através de construções morais do sagrado e do profano, postuladas pelos discursos dominadores (talvez aqui faça algum sentido a idéia de Gerard Pommier a respeito do monoteísmo, que citarei mais adiante). (resumo indisponível, trecho do artigo).

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