Anticocepção e sexualidade

Título: Anticocepção e sexualidade
Autor(es): N. Vitiello
Ano: 1995
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 6
Número: 2
Páginas: 160-170
Tipo de Artigo: Trabalhos de Atualização e Opinativos
ISSN: 0103-6122
Língua: Portuguese

Resumo: Ao contrário do que é visto em outras espécies, a sexualidade dos seres humanos transcende em muito o meramente biológico. Graças à sutis modificações anatômicas e funcionais, tornou-se possível à nossa espécie usufruir os prazeres do exercício da sexualidade mesmo fora do período fértil da fêmea, enquanto entre outros animais (mesmo entre os mamíferos, filogeneticamente mais próximos de nós) a sexualidade somente pode ser exercida durante o que chamamos de “cio” da fêmea, isto é, nos momentos em que ela se encontra em seu período de fertilidade. Algumas poucas exceções (casos isolados de masturbação e de homossexualismo entre machos de outras espécies) apenas servem para confirmar essa regra geral. Como norma, podemos dizer que o sexo, entre os outros animais, é o “sexo-reprodução”, ou seja, visa exclusivamente a perpetuação da espécie. Somos assim, em toda natureza, os únicos a poder praticar prazerosamente o coito - e outras formas de exercício da sexualidade - durante a gestação, após o período funcional reprodutivo (menopausa) e ainda quando (ou talvez até principalmente quando) a estação não é desejada. Inventamos portanto outras “indicações” que não a reprodução para o exercício da sexualidade. Podemos praticá-lo (e o praticamos) por mero prazer (“sexo-prazer”), por amor (“sexo amor”) e por muitas outras motivações, aí incluindo-se a econômica. (resumo indisponível, trecho do artigo).

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