Abordagem da sexualidade no contexto da atenção primária à saúde: possibilidades de cuidado

Título: Abordagem da sexualidade no contexto da atenção primária à saúde: possibilidades de cuidado
Autor(es): R. d. C. Pacagnella
Ano: 2009
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 20
Número: 1
Páginas: 114-122
Tipo de Artigo: Trabalhos de Congresso
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: sexualidade; atenção primária à saúde; atitude dos profissionais; sexuality; primary health care; attitudes of professionals
Língua: Portuguese

Resumo: Compreendida como uma abordagem positiva da sexualidade humana, a discussão sobre “Saúde Sexual” tem sido a estratégia escolhida pela Organização Mundial da Saúde como reação ao surgimento do HIV e em resposta à maior abertura sexual nas sociedades ocidentais. Uma vez que se reconhecem as múltiplas relações entre a saúde sexual, saúde física e bem-estar psicossocial, as discussões sobre Saúde Sexual devem ter prioridade na Atenção Primária à Saúde (APS). Porém os serviços de saúde e os profissionais não respondem de forma satisfatória a essa expectativa, pois o estilo de atenção médica privilegia procedimentos clássicos de anamnese e exame físico e apresenta correlação negativa com promoção de saúde, esfera onde devem ser abordados os aspectos da sexualidade. Propõe-se uma forma de abordagem que permita a superação do modelo biomédico hegemônico na direção do cuidado em saúde através de posturas que favoreçam a comunicação e o encontro clínico. ; The discussion on Sexual Health has been the strategy chosen by the World Health Organization as a reaction to the emergence of HIV and in response to the greater sexual openness in Western societies. Once recognized the multiple links between sexual health, physical health and psychosocial well-being, the discussions about sexual health should have priority in the Primary Health Care. But health services and professionals do not respond satisfactorily to this expectation, the medical care approach favors the physical examination and has a negative correlation with health promotion, where the aspects of sexuality should be addressed. We propose another approach that allows the overcoming of hegemonic biomedical model through health care with postures that enhance communication and the clinical encounter.

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