Orgasmo feminino: prevalência de crenças errôneas em Pernambuco, Brasil

Título: Orgasmo feminino: prevalência de crenças errôneas em Pernambuco, Brasil
Autor(es): R. T. Andrade, R. Cavalcanti and V. M. Silva
Ano: 2015
Periódico: Revista Brasileira de Sexualidade Humana
Volume: 26
Número: 1
Páginas: 9-14
Tipo de Artigo: Trabalhos de Pesquisa
ISSN: 2236-0530
Palavras-chave: orgasmo; feminino; sexologia; educação; crenças errôneas; orgasmo; Female; sexology; education; wrong beliefs
Língua: Portuguese

Resumo: Este estudo avaliou a prevalência das crenças errôneas relacionadas ao orgasmo feminino em pacientes do Estado de Pernambuco, Brasil. 166 indivíduos foram submetidos a questionário que investigou as características sociodemográficas e as crendices e superstições relacionadas ao orgasmo. Em sua maioria foram pacientes do sexo feminino, naturais do Recife, com bom nível de escolaridade, casados e católicos. Em média 49% dos entrevistados não sabiam como responder aos questionamentos ou optaram pela resposta relacionada à crendice. A crendice de maior prevalência foi sobre a intensidade do orgasmo, em que 66,2% dos pacientes acreditavam na afirmação: “Quanto mais demoradas as preliminares mais intensos serão os orgasmos”; e o questionamento que apresentou maior percentual de dúvida foi: “Existem dois tipos diferentes de orgasmos: o vaginal e o clitoriano”(26%). Concluímos que existe uma alta prevalência de crenças errôneas na população estudada, indicando que intervenções educacionais relacionadas ao ensino da sexualidade devem ser propostas. / This study evaluated the prevalence of beliefs and superstitions related to female orgasm in patients from Pernambuco, Brazil. 166 individuals responded a questionnaire which examined the sociodemographic characteristics, beliefs and superstitions related to orgasm. Were mostly female, originating from Recife, well-educated, married and catholic. On average 49% of patients did not know how to answer the questions or opted for superstition response. The most prevalent superstition was related to intensity of orgasm, where 66.2% of patients believed that: With more prolonged foreplay orgasms are more intense; and the issue of greatest doubt was: There are two different types of orgasms: vaginal and clitoral (26%). We conclude that there is a high prevalence of beliefs in this population indicates that educational interventions related to sexuality should be proposed.

Entrar